sábado, 19 de março de 2011

SOBRE MARÇO:

Ainda não entendi a lógica mas tradicionalmente nessa época do ano, querendo ou não, eu vou me fechando.

Sei lá o porque, 
talvez seja proximidade do meu aniversário que me faz entrar no meu casulo e assim ficar por la durante um tempo. 
Março dói. 
Março dói e ao mesmo tempo traz uma alegria silenciosa, alegria que eu não ando precisando escancarar aos quatro cantos do mundo.

Talvez essa alegria silenciosa seja por saber que depois do casulo vem sempre a borboleta. gay

Sei lá, 
percebo que minha idade, e mais do que a idade: a responsabilidade, chegou porque meu mundo nem para mais pelos mesmos motivos que parava há dez anos atrás.

O show tem que continuar, continuar, continuar...
E eu me fazendo de forte pelo tempo que durar, quase da mesma forma como canta Marisa Monte... época boa que eu ouvia Marisa

Não sei quem foi que decretou que 'gente grande' não pode chorar ou não tem sentimentos, ou qualquer merda assim...
Meus dias não andam sendo os melhores, mas também sei e hoje muito me lembrei que já passei por coisas bem piores, aliás coisas que só foram piores porque eu não tinha maturidade para aguentar a barra como eu faço hoje...




"É pau, é pedra, é o fim do caminho... É dinheiro que falta, é um abraço e um carinho...
São as lágrimas de março me afogando um pouquinho..."

quinta-feira, 10 de março de 2011

SOBRE O CARNAVAL:

Sabe quando de repente vem aquela certeza de que você tem sido uma das pessoas mais sortudas do mundo? 


E que Deus deve ter te olhado por alguns instantes e dito: "Ei, essa uma das minhas demonstrações de carinho por você"? mesmo sem eu estar merecendo muito, que conste rsrs

Pois é, passado esse período de carnaval (na verdade já é quinta), eu em casa, ao melhor estilo #foreveralone, comecei a me dar conta de detalhes que fazem a minha vida um pouco mais bonita a cada dia.

Um desses detalhes tem a ver com o meu atual relacionamento. 



Sério. 


Eu não tenho do que reclamar. Se por algum lado eu sofri e fiz sofrer, por outro tenho a certeza que, mesmo com alguma distância as vezes, tenho ao meu lado uma das pessoas mais incríveis que já conheci.

Acho que eu nunca deixei claro, ou talvez nunca tenha expressado isso da maneira como deveria ser feita, nunca disse com muitas letras e alguns sinais gráficos o quanto tudo isso me deixa com um sorriso bobo no rosto.



Mesmo depois de alguns problemas, mesmo depois de algumas pessoas se metendo e de alguma forma atrapalhando, mesmo depois de certas confusões, saber que eu tenho alguém, e que alguém também pode contar comigo, é algo que traz uma sensação de totalidade.

Ninguém ou nenhum relacionamento é 100% em 100% do tempo. E nesse caso os momentos bons fazem valer todos os esforços, todos os gastos, todas as lágrimas já derramadas.

Meu coração hoje está repleto de saudade e sedento por construir lembranças ao lado de alguém especial, de alguém que eu já tenho e que justamente por já ter, me faz feliz.




#alguém, ou melhor dizendo, ELE

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

SOBRE O DESAFIO


“Desafio aceito, o espaço em branco na busca de ancorar ideias e entrelaçar frases.”

As raízes do meu dia estão úmidas.

Choveu muito nos últimas dias. Tenho pensando em cada questão existencial.
Há fatos e somatórios de acontecimentos que podem levar a todos os lugares ou a lugar algum.

Percebi que parte de minhas certezas se transformaram em folhas, sendo assim, o vento decide para onde conduzí-las. Confesso que prefiro que o vento se meta apenas entre os meus cabelos. 
Fios soltos e idéias livres, uma ambição que merece ser conservada.

Respondendo a suposta pergunta de quem me motivou a escrever esse texto, uma forma de saber do agora, 
e de mim...

#eu estou bem!

Mesmo precisando de mais silêncio para separar os grãos da minha existência.

domingo, 7 de novembro de 2010

SOBRE 2P:

E por que não falar desse meu carinho por ti?

Desse gostar por por você que é tão inédito, novo e maduro – como pode?
Penso, sinto e quero você.
Hoje, amanhã e na medida sem fim do tempo. 
Quando estou em silêncio e lembro que você existe eu sinto paz. 
Suspiro aliviada.

Quero vestir o seu abraço e sair com ele por aí, como um colete à prova de balas. 
Quero o beijo longo, apertado, quente. 
Quero mais, me abrace mais. Mais um pouquinho. 
Vai sempre faltar abraço e um beijo pra minha sede dele.

Sei que dentro de você moram sorrisos. 
Alguns você deixa escapar, os outros esconde no escuro, pra eu procurar. 
E eu gosto do jogo.

Gosto também das suas mãos nas minhas, das suas mãos tomando conta de mim. 
Não quero viver sem suas mãos por perto. Não sei, nem quero aprender isso. 

É que esse meu amor inédito parece que nasceu...

#junto comigo.

domingo, 10 de outubro de 2010

SOBRE A FALTA:

Cada pessoa traz em si uma ausência. 


Não há ninguém que resuma todos os desejos. 


Não há círculo que se feche. 


Não há um inteiro que se complete. 


Falta sempre alguma parte, que por mais que se encontre, trará em si a ausência...


#da outra metade.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SOBRE 'FALAR DE'...

De uma história que se foi. De uma história que eu fui. 
De um passado com cheiro e sons. 
De quando eu sofria por outras coisas. 
De um bailado a dois. De tanto querer. 
De um sono acompanhado. De ontem, de amanhã. 
De farinha de trigo. De ovo. De açúcar. 
De afeto. De tanto. De sem. 
De medo. De agora. De não saber. 
Do medo de não saber. 
Da surpresa. Da boa e da ruim. 
De um gosto de café. Da boca seca. 
De fotos recentes que se tornaram antigas. 
De um medo que se foi sem susto. Do medo novo. De um sorriso novo. 
Do que eu pensava que seria difícil. Do que eu pensava que era impossível. 
Do que eu não pensava. 
Da força. Da fé. Da chama. 
De mim mesma. Era uma vez eu... 


# feliz e sempre.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

SOBRE A SAUDADE:


Me deu uma saudade tão grande de você.
E foi uma saudade boa sabe, uma saudade de sorriso fácil com alguns dentes aparecendo e os olhos apertados.
E tão boa. Boa de encher o peito de ar e esquecer-se de soltar.

Não que antes eu não sentisse, eu sentia, mas era uma cheia de raiva.
Raiva de você e de mim. Principalmente de mim, por motivos que só eu vou entender.
E só escrevo agora porque é só agora que eu posso.
Porque é assim que a coisa anda pra mim, é um pouco do que a vida me fez, um pouco de onde eu venho, um pouco dos meus amigos e da minha família, é um pouco do que eu sou.
E também antes não dava.
Quando eu quase te esquecia eu não conseguia, ou você não me deixava e tudo voltava pra dentro.

É, tem coisas que são mesmo estranhas.

Mas a gente sempre foi furacão vermelho, chuva ácida, nem ponto muito menos partida, nem certo e nem errado, a gente era o que era, e eu adorava isso na gente, essa nossa quase brincadeira.
E ás vezes quando penso no que foi que aconteceu com a gente acho que foi um pouco por ai que a gente se perdeu.

Só estou escrevendo por que algumas coisas precisam ser ditas e outras escritas.
Acho que isso é uma forma de entender o que anda por aqui, sem pretensão nenhuma.

E, não sei se você sabe, mas eu sempre preferi as coisas escritas porque com elas eu pareço um pouco melhor quando sou assim, um pouco dissimulada.

Mas essa saudade boa, não é nada carregado. Juro! É só a falta de um abraço apertado.
Coisa de quem só anda confiando em abraços.
Nos abraços os olhos não enxergam mentiras, ou pior, não enxergam verdades. E mesmo que isso possa parecer contraditório acredite, é simples e doce.

Cada vez mais na minha vida coisas que não tem explicação são as mais sinceras.
E é das saudades boas e dos seus abraços inexplicáveis que eu sinto falta.

Saudade de quando você estende a vogal do meu nome.
Saudade de quando briga comigo porque eu brigo com todo mundo.
Saudade quando discute comigo por causa do futebol, da fotografia, de música.
Saudade quando contorna minha sobrancelha com seus dedos e beija minha testa.
Saudade da loucura de gostar de ser louca com você. De criar as minhas cenas, de ser dramática e ser madura dependendo do dia.
Saudade boa de te encontrar no finalzinho da noite e imaginar você me dizer que eu tinha que estar lá antes pra te abraçar na música que tinha acabado de tocar.
Saudade boa de você me dizer que eu tava linda na festa.
Saudade boa das conversas sobre amores passados em que eu tanto te conhecia me fascinava e enxergava mais sobre mim pelos teus olhos.
Saudade boa de você tentar me irritar e eu fingir que estava irritada e você fingir que acreditava.
Saudade boa de qualquer hora, qualquer lugar com você.
Saudade boa de caber nos teus braços.
Saudade boa dos teus abraços.
Saudade, saudade, saudade.
Tudo isso guardado.

Depois veio tudo isso e o medo de não conseguir te dizer que eu só carrego coisas boas da gente, que eu te adoro que eu vou te querer bem sempre, que eu ainda quero um abraço apertado e uma risada.

#é isso, se cuida.