terça-feira, 25 de setembro de 2012

for the end of time rsrs

Esse é mais um dia daqueles que uma chuvinha mansa teima em aparecer pra respingar de cinza o que eu pintei de azul. E você sabe bem como eu fico cheia de meninices nesses dias né?
Te arranhei uns recados pouco antes, escrevi e apaguei mensagens antes de enviar, desenhei depois rabisquei umas palavras bem bobas .. tudo num esforço, só pra dizer o quanto te quero, te admiro, te quero bem. 
É isso...

... sei que tem vezes que destoo um pouco da nossa rotina, outras que a gente se estranha, mas num apanhado geral você consegue perceber como nos damos bem? 

A gente tem se conhecido no íntimo, se reconhece nos suspiros, na troca de olhares e até por mensagem de texto kkkk nós nos entendemos num ponto, numa vírgula, num telefonema no meio da tarde, num bom dia amassado em voz de quem acaba de abrir o olho, num abraço de vamos-dormir-só-mais-um-pouquinho. 

Eu estou feliz, sabe? Lá no fundo eu tô. Tem quem diga que felicidade muita, tem mais é que ser guardada a sete chaves, escondida do mundo e da inveja. E eu concordo discordando, sabe? Acho que nós, depois de tanto, já estamos vacinados contra os olhares maldosos, contra o mal-querer das pessoas que só sabem desdenhar a felicidade alheia porque não sabem como bordar alegria às suas rotinas. 

Tiramos de letra. 
Depois de muito apanhar e viver verdadeiros tsunamis em dias de mar manso, aprendemos a tirar de letra. Aprendemos a driblar a infelicidade, a mesmice, tudo do nosso jeito.
Aprendemos a colorir os dias cinzas, a permitir a preguiça debaixo dos lençóis, a repetir o mesmo ritual todo santo final de semana e, nem assim, rotinizar. Whatever. 

O fato é que felicidade – tal como a tristeza – quando é demais também precisa transbordar. 
E eu transbordo entre sorrisos e até com lágrimas e eu te aninho em pensamento, te mimo, te guardo, te quero bem. 

Te quero muito bem. 
Nos quero sempre bem.
Pra sempre.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SOBRE ESSE AGORA QUE ME LEMBRA SAUDADE:


Eu gosto de você espalhando seu cheiro pela casa, saliva pelo ar, seu amor pela minha vida. 



Eu gosto desse jeito que você se permite ser comigo.
Eu gosto do seu jeito já tão impregnado em mim, nos meus pequenos hábitos. 
Eu gosto da sua vaidade quando se admira no espelho.
Eu gosto do seu lado rude de dizer sempre a verdade, ainda que doa. 
Eu gosto dessa força que você mostra, dessa independência que você acredita e procura ter .
Eu gosto que você não goste de assistir futebol e Fórmula 1 mas tenha um humor inteligente, que saiba sobre política, e tantos outros assuntos.


Eu gosto de você quando quase chora e me diz que foi só um cisco, quando se agunia por lembrar do dia de trabalho que tem pela frente quando o que você queria mesmo era me fazer de travesseiro e poder descansar. Eu gosto de você frágil, expondo seus medos, sua saudade. 
Eu gosto de você dependente dessa vida que a gente constrói cada dia um pouco, essa vida de, quem diria, um casal adulto que tem tudo pra ser feliz.
Eu gosto de você porque nega essa convenção, mas deseja isso sem dizer.

Eu gosto de ficar olhando você me cantar tantas coisas que às vezes nem sei o quê, gosto de você tentando tirar uma nova música, de você pedindo pra eu parar um pouco de falar bobeira e olhar pra você, com a sua camiseta do Chapolim e o violão, cantando alguma coisa como aquela da Raiz Tribal. 
Eu gosto como você enrola a pontinha do cabelo, quando as vezes se atrapalha na troca dos acordes, e termina dizendo: então é mais ou menos isso. 

E foi de tanto gostar que eu descobri que te amo mais até do que eu consigo acreditar. 
E mesmo que eu me atrapalhe pra dizer, pra mostrar e até pra te fazer sentir. O que eu não sei mais fazer é deixar de que querer assim .. bem espalhado pela minha vida. Pra eu não perder oportunidade nenhuma de "fazer dar certo" essa nossa história que ta só começando.


SOBRE AGORA 3:

A chuva finalmete voltou a bater a minha porta.


Voltou e trouxe consigo uma cachoeira de lembranças em que cada gota me lembra você.
Me lembra que hoje eu não vou te ver, me lembra a quanto tempo eu to gradada no celular esperando uma noticia sua, me lembra que na verdade você poderia estar aqui comigo.
Me lembra de como eu gosto de você esparramado na minha cama, pela minha casa...
deixando o tênis jogado na porta do banheiro, a mochila em cima do sofá, a camisa em cima da cama e um recado no celular: "Bom dia, meu amor." 


#..e ser o teu cobertor (8) 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

SOBRE AGORA 2:

Sabe quando você lê algo que já aconteceu com você? 

E o texto te transporta pra uma época longe e ao mesmo tempo tão presente na memória? 
Eu não imaginava que seria tão feliz, e que tudo que aquele príncipe descreveu abaixo tornaria meu mundo mais feliz pro resto da minha vida, eu tenho certeza. 

Um cara tímido, uma camiseta de caveira, um violão, e aquela vontade de orbitarmos o mesmo mundo apesar de parecermos tão diferentes. 

Apesar de acharmos que nós dois nunca daríamos certo!

#..."mas ninguém pode negar que ganhamos" (2P)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

SOBRE AGORA:

Em um dia me apaixono mil vezes por você.


Quero colar a sua vida no meu mural, quero poder ler você diariamente.
E pra não dizer que não falei das floresqueria falar de amor, 
queria falar das coisas bonitas que seus olhos me contam 
em segredos velados pela madrugada. 


Assim faço disso o nosso livro, apenas pra não correr o risco de ver desbotar em páginas amarelas toda essa nossa história.


#2P

segunda-feira, 16 de maio de 2011

SOBRE PENSAMENTOS:

Tento sorrir pra não chorar. Algum sentimento que não sei dizer qual bateu à porta do velho coração.

Penso. Repenso. Ouço a mesma música enquanto coço a cabeça tentando espantar tudo o ronda minha mente.

Quero cuidar, dar certezas, quero amar sem medidas. Mas ai teus medos se tornam meus medos. E eu também tenho medo de te perder. Não quero preocupações bobas, não quero procurar motivos para ter incertezas. Nessas horas teus olhos fazem falta, pois costumo arrancar certezas deles, mesmo sem você perceber. 

A música acaba e recomeça novamente. Minha mania de pensar demais também é assim.
A lágrima cai. Tímida, rola devagar sobre a pele e salga a boca. Talvez esse seja o sabor da incerteza. Talvez esse sabor me dê ainda mais sede dos teus beijos.

Já não sei ao certo o que estou pensando ou sentindo.


Enquanto isso no mundo real, vou posar de boa moça. De moça boa, daquelas fortes, que não se abalam com qualquer coisa.

A mente fervilha.


Quero teu colo, teu cheiro, tua pele. Quero a paz do teu sorriso e o calor do teu corpo. Quero a tua respiração descompassada. Fazer amor até perder o ar.

Novo giro na roleta. 

Nova carga de pensamentos. 
Eles não param, vão surgindo de todos os cantos, como praga, só pra me atormentar. 
"Concentração! Concentração" repito silenciosamente como um mantra secreto.

#No fim tudo dá certo.

sábado, 19 de março de 2011

SOBRE MARÇO:

Ainda não entendi a lógica mas tradicionalmente nessa época do ano, querendo ou não, eu vou me fechando.

Sei lá o porque, 
talvez seja proximidade do meu aniversário que me faz entrar no meu casulo e assim ficar por la durante um tempo. 
Março dói. 
Março dói e ao mesmo tempo traz uma alegria silenciosa, alegria que eu não ando precisando escancarar aos quatro cantos do mundo.

Talvez essa alegria silenciosa seja por saber que depois do casulo vem sempre a borboleta. gay

Sei lá, 
percebo que minha idade, e mais do que a idade: a responsabilidade, chegou porque meu mundo nem para mais pelos mesmos motivos que parava há dez anos atrás.

O show tem que continuar, continuar, continuar...
E eu me fazendo de forte pelo tempo que durar, quase da mesma forma como canta Marisa Monte... época boa que eu ouvia Marisa

Não sei quem foi que decretou que 'gente grande' não pode chorar ou não tem sentimentos, ou qualquer merda assim...
Meus dias não andam sendo os melhores, mas também sei e hoje muito me lembrei que já passei por coisas bem piores, aliás coisas que só foram piores porque eu não tinha maturidade para aguentar a barra como eu faço hoje...




"É pau, é pedra, é o fim do caminho... É dinheiro que falta, é um abraço e um carinho...
São as lágrimas de março me afogando um pouquinho..."