quarta-feira, 28 de abril de 2010

SOBRE PRINCÍPIO:

De princípio, despertaste um lado em mim que eu não conhecia.

O lado em que eu vivia de sentimentos, mas nunca soube colocá-los em prática, nunca soube demonstrá-los em palavras para, enfim, libertá-los da prisão que existia em meu coração.
...

Esse sentimento, apesar de não ter nome, era doce, assim como você, trazia sabor à minha vida amarga.
As coisas já não são como antes, a visão que eu tenho de você já não é a mesma.

Você deixou de ser o elogiador dos meus textos e passou a ser o protagonista deles.
E o que mais me encantou nessa história - ou nessa nova experiência, como preferir chamá-la - era a cumplicidade que tínhamos um com o outro.

# tudo assim, no passado.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

SOBRE AQUELE BEIJO:

Teus beijos não têm gosto de nada, só me pedem outros beijos.

Te beijo e é como se nunca o tivesse feito - guardo ainda a surpresa 

dos teus lábios nos meus.
Teus beijos são como brisas que me atravessam, mas não ficam.

Teus beijos são engenhosos.
Nunca se deixam prender e sempre se querem beijados mais.

E como sonhos, etéreos, me chamam o dia inteiro,
me levam, me arrastam...

# pra ti.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

SOBRE AQUELE COM QUEM DANCEI:

Encontro em minhas peças o seu sorriso espalhado,
fragmentos de uma história descrita em um único suspiro de tantos outros a preencher minhas linhas.

Meus dedos invadem cada nota doce vinda dos seus movimentos,
uma valsa a dois em uma estação onde o destino poderia ser o paraíso ou poderia ser somente a eternidade daquele exato momento,
onde suas mãos arrancavam minha cintura e seu coração explodia no meu peito.

Se o meu olhar estaria encontrando o meu olhar perdido ali entre o seu,
ou se os seus lábios encontravam o seu sorriso perdido no meu rosto,
nunca saberemos.

Mas Jason Mars gentilmente nos cedeu uma canção para que embalasse nossa saudade.

# numa noite qualquer. [12-04-10]'chama

quinta-feira, 8 de abril de 2010

SOBRE A DISTÂNCIA:

Te olho de longe.

Essa é umas das poucas oportunidades que consigo te olhar de longe.
Onde sua presença não interfere nos meus pensamentos.
Onde consigo completar um raciocínio sem ser arrancada dele por alguma frase sua.

Esse tempo é curto perto de todo o resto.
Nele [a distancia] tento arrumar o que esta fora do lugar [dentro de mim] pra tentar te encaixar [ou desencaixar].

Faço planos mirabolantes pra te manter longe ao mesmo tempo em que procuro um meio de te ter mais perto.

Insisto em planos que não serão cumpridos.
Insisto em você, insisto em mim.
Fujo do ‘nós’.

Tenho medo.

Hoje acordei assim.
Dor de cabeça, saudade de você, um pensamento insistente me dizendo pra sumir.

A vontade é grande, mas não sei mais ser eu sem ter você perto.

A dor de cabeça vai e volta, com pontadas agudas a cada pensamento estranho, como se fosse um castigo por tê-los pensado.

Sim...
Mesmo de longe, você está perto, se faz presente.
Ouço você reclamando que estou quieta, chata.
Não...

# você não está longe

quarta-feira, 7 de abril de 2010

heart - later

Dada as circunstâncias e o pouco tempo que tive para processar tais informações, o deixei no modo "stand by".
Não por frieza ou qualquer coisa do tipo, mas por não saber como lidar com determinada situação naquele momento.
Foquei-me nos amigos, nos estudos, na nova crise, na gripe suína, na reforma ortográfica, nas novidades sobre o ‘mensalão’, no novo clipe do Justin Bieber, no que convinha para não ter que lidar com meus próprios problemas.

Não percebendo que a reforma teria que ser outra e que a crise...

# já era antiga. 

terça-feira, 30 de março de 2010

SOBRE O QUE ELA QUER:

O que ela quer é viver de amor.

Fazer cafuné,
comprar presente,
reservar um chalé pra viagem,
olhar estrela sem ter o que dizer.

Quer tomar vinho e olhar nos olhos.

Ela quer poder soprar o que mora dentro,
o que não cabe,
que voa inocente e suicida.

Ela quer o que não tem nome.

Quer rir sem saber de quê,
passar horas sem notar,
quer o silêncio e a falação.

Ela quer bobagem.

Quer o que não serve pra nada.
Quer o desejo, que é menos comportado que a vontade.

Ela quer o imprevisto,
a surpresa,
o coração disparado,
o medo de ser bom.

Quer música,
barulho de e-mail na caixa,
celular tocando.

Ela tem muito e quer mais.

Quer sempre.
Quer se cobrir de eternidade,
quer o oxigênio do risco pra ficar sempre menina.
Ela quer tremer as pernas,
beijo no ponto de ônibus
e a milésima primeira vez.
Quer cor e som,
lembrança de ontem,
sorriso no canto da boca.

Ela quer dar bandeira.
Quer a alegria besta de quem não tem juízo.

O que ela quer é tão simples...

# só que ela não é desse mundo.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

SOBRE CORAÇÕES:

Ela trazia o coração envolto por uma casca.

De modo que nem parecia haver ali uma batida.
Ela era uma morta-viva, sorrindo para o mundo uma alegria comprada em loja.

Um dia ela topou com ele.
Ele, sim, trazia o seu coração nu, carne viva, pulsando convicto.
E foi assim que os dois corações nunca se encontraram.

Um dia a casca do coração dela se quebrou e quem ficou nua foi ela, diante do que sentia. Pegou seu próprio coração com as mãos, quente feito brasa, e o jogava para um lado e para o outro sem saber o que fazer com aquele amor que lhe queimava a pele.

Quando olhou aquela bomba vermelho-sangue, o coração dele explodiu em sorriso.

Mas o tempo passou de novo e o que ela fez crescer não foi amor: foi outra casca.
Outra dura e forte a esconder mais uma vez aquele músculo frágil, a ponto de nem se ouvirem mais as batidas.

E o coração que ele não mais vê, não mais sente.
É o dela que ganha paz de novo, como quem viveu um sonho breve...

# e acordou