segunda-feira, 23 de agosto de 2010

SOBRE O BOM DIA:

Ele apareceu no bar ontem.

Parecia um fantasma vindo à minha direção. Continua lindamente pálido. Sorriu me deu um beijo no rosto e um abraço desnecessário. Também achei desnecessário o beijinho de comadre, mas tanto faz.

Nunca o vi gesticulando daquele jeito. Falava baixo, quando sorria mostrava poucos dentes, usando quase sempre a mesma calça jeans. Puxou-me num canto e me disse com um arzinho confidencial que eu andava sumida, que sente saudades minhas e o caralho a quatro.
Mandei ele tomar no cu.

Sem histeria, sem despeito, sem nada. Parecia que eu tava dizendo bom dia pro caixa da lanchonete como eu faço toda manhã. Seco, rápido e objetivo.
Bom dia. Vai tomar no cu.

Voltei pro balcão e pedi uma dose de Whisky e me pus a pensar. Fazia tempo que eu não pensava nele. Achava até que eu tinha me esquecido dele. Quando eu o conheci ele tinha os cabelos compridos, lambidos e olhos assustados.
Naquela época rolava uma certa adrenalina da minha parte. Eu não tinha a mínima ideia de como seria. Eu não entendia os códigos. Era engraçado. Era bom. Eu tinha consciência. Mas era novo, diferente. E eu queria exatamente isso, ser surpreendida por sensações desconhecidas. Alcançar altos níveis de caos e intensidade. Não era rebeldia, nem perversão. Era curiosidade, prazer e loucura. Eu não me podava.

Eu gostava do jeito dele. Era aquele lance de admirar no outro o que a gente não tem coragem de ser, ou mostrar, sei lá. Essas merdas. Eu não sei se eu gostava dele ou do que a ideia de gostar dele me provocava. De qualquer maneira eu gostei e me fodi.

Não, ele nunca me fez nada. Eu me fodi sozinha porque minha cabeça é demente. Eu o mandei tomar no cu porque as pessoas mudam e ele não era mais ‘aquele’. Sei lá porque eu mandei ele tomar no cu. Acho que não gostei do cabelo.

#foda-se.

domingo, 8 de agosto de 2010

SOBRE JOGOS:

Aiai, essas tuas palavras tão doces, acho que já as conheço bem.

Tuas façanhas, esse teu jogo sujo, tudo pra arrancar pedaços de mim. Porque tu sabes que é exatamente esse teu cinismo inapropriado que me encanta.

Mas eu já estou atenta, não vou mais me levar pelas tuas palavras, vou jogar fora todo esse encanto que me fechou os olhos pra realidade obscura que te cerca.

Agora o jogo vai virar!
Você terá que aprender a desvendar meus mistérios, isso se conseguir.

Posso ser sombria e cálida o quanto eu quiser.
E posso usar meu cinismo pra te confundir também.
E te deixar mal, fissurado e obsoleto.

Só não vou cair mais uma vez em teus braços sem saber exatamente quem tu és, o que quer e o que sente por mim.

Chega de erros, de noites insones. CHEGA.

# e que comece o novo jogo!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

SOBRE INGRATIDÃO:

Por que nada é o suficinete? NUNCA.


Eu sou ingrata.
Eu sou exigente e reclamona também. E isso me faz querer sempre mais, me faz parar de agradecer pelo que já tenho, me faz esquecer o quão é difícil conquistar as coisas, me faz recusar tudo que é fácil demais, me faz cobrar dos outros o que nem eu mesma posso oferecer.


Eu sou aquela que raramente vai se contentar com o que tem e que, por isso mesmo, talvez não mereça nem metade do que possui e menos que um décimo do que deseja.
Eu sou aquela que quer mudar isso. Pra melhor.


# e que assim seja!

terça-feira, 27 de julho de 2010

...' vou falar simplismente o básico' [25-07]

Ainda tem o olho que me encontra, o olhar que me devora
abraços macios, surdos, infinitos...
Não sei, não sei .. rsrsrs


Ah, e o beijo?!


#só me perco nele!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

SOBRE REGRESSO:

Agora, 

e só de uns tempos pra cá eu percebi que há um abismo entre o que eu escrevo e o que é lido. 

# eu queria poder voltar.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

SOBRE GRAMÁTICA:



eu vou ignorar completamente o uso da língua e suas vertentes

eu e você sem virgulas
confusos e engolidos
cheios de porquês juntos
e na maioria das vezes, separados

'próximo capítulo'

# ponto e vírgula. 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

SOBRE DADOS E DESABAFOS:

Não me resta mais nada, mas não faz a menor diferença pelo visto.

Continuo fazendo tudo do mesmo jeito. E, MALDIÇÃO, NÃO CONSIGO PARAR DE ROER AS MALDITAS UNHAS.

Sinceramente, estou imunda, tá um calor desgraçado. Não consigo sair da frente do meu computador e minha mãe não para de me pedir coisas.
Lembrei que a greve dos servidores da UEMA já acabou faz tempo e não consigo me desacostumar a acordar às 2 da tarde, tão cedo.

Haha.. não vai mais ter jeito .. eu preciso voltar a acordar cedo todo dia, independentemente dos meus sonhos com facas abrindo minha barriga e armas na minha cabeça.
Ei, eu não sou neurótica não, nem estou deprimida.

Eu só estou fazendo o que sou paga pra fazer: analisando os dados.

Meu nariz tá coçando pra ‘caralho’ e ainda tenho que ir pra UEMA amanhã. [que SHIT!]

 “Com você eu não preciso me preocupar com a personalidade que estou usando.
  O tempo passa rápido. E é tudo tão engraçado.
 Sinto como se o que eu falo tivesse alguma importância.”

.. Hoje eu lembrei!

# me sinto uma vespa. Otária.